Recidiva de Úlcera Venosa: entenda esse fenômeno e a importância de evitá-lo

Recidiva de Úlcera Venosa

Você sabe o que é a recidiva de úlcera venosa e por que ela acontece? Continue lendo para entender mais sobre esse fenômeno e conferir dados que comprovam a importância de adotar as medidas de prevenção para evitar o reaparecimento das lesões.

O que é a recidiva e por que ela acontece?

A recidiva é o reaparecimento de uma doença ou sintoma após o período de cura, convalescença ou um intervalo assintomático, que geralmente acontece por conta de uma nova exposição ao agente causal da enfermidade.

Quando falamos sobre úlceras venosas, é relevante lembrar que apesar do tratamento padrão ser bem estabelecido, constituindo de terapia compressiva para o membro e tópica para a úlcera, e existirem inúmeras soluções para o tratamento durante o processo de reparação tecidual, incluindo bandagens, meias, equipamentos de compressão e curativos diversos, a recidiva ainda é bastante recorrente e representa um grande desafio para os indivíduos acometidos por insuficiência venosa, mesmo com todo o conhecimento reunido ao longo dos anos.

Assim, é essencial que os profissionais da saúde estejam a par desse problema e procurem aplicar medidas de promoção da saúde e manutenção da terapia compressiva para evitar o reaparecimento das lesões e seus sintomas.

No primeiro ano após a cicatrização, 30% das úlceras venosas podem reabrir e, depois de dois anos, esse número pode chegar a 78%. Essas alarmantes taxas têm como causa a não adesão das medidas de prevenção de recidiva, desconhecimento, negligência ou, até mesmo, falta de orientação adequada sobre os hábitos que os pacientes devem seguir mesmo depois da cicatrização. ¹

Assim, a adesão ao plano terapêutico é indispensável para que seja possível garantir a cicatrização mais rapidamente e, também, minimizar a recorrência de úlcera venosa.

Estudos e dados: quais fatores contribuem com a recidiva?

Para esclarecer ainda mais a relevância de profissionais e pacientes adotarem os protocolos de prevenção de recidiva da úlcera venosa, vamos observar alguns resultados obtidos em um estudo conduzido em um ambulatório de dermatologia de um hospital universitário de grande porte de Belo Horizonte, capital do Estado de Minas Gerais, com coleta de dados que ocorreu de agosto a dezembro de 2013, quando foram entrevistados todos os pacientes que receberam alta até 2003, após a cura da úlcera venosa:

  1. Estudo randomizado, realizado com amostra composta por 153 pacientes com cura da úlcera varicosa após 2 semanas, distribuídos em dois grupos, apresentou associação da redução da recidiva da úlcera com o uso da meia de compressão. O primeiro grupo contou com pacientes que usaram meia de compressão (34 a 46mmHg), e o segundo com pacientes que não usaram terapia de compressão. Na avaliação, após 6 meses de acompanhamento, constatou-se que a utilização da meia foi determinante para a prevenção de recidivas. ¹
  2. Embora não tenha sido encontrada associação do grau de instrução com recidiva ou surgimento de nova úlcera, os pacientes com menor grau de instrução (analfabeto e analfabeto funcional) predominaram quanto à recidiva e ao desenvolvimento de nova lesão, enquanto os de nível médio e superior não apresentaram tais ocorrências. Esse resultado pode estar relacionado à melhor compreensão das orientações e maior adesão quanto aos cuidados para a prevenção, por exemplo, o uso habitual da meia de compressão e do creme hidratante. ¹
  3. Taxas mais baixas de recidiva foram observadas em pessoas que usavam meias com o mais alto grau de compressão. Foi observado também que os pacientes que usaram a compressão moderada apresentaram melhor adesão, havendo abandono do uso da terapia por 42% dos pacientes que usaram a meia de compressão classe 3 e 28% na classe 2. Enfatiza-se a utilização contínua da terapia com a maior compressão que o paciente seja capaz de suportar, para garantir a redução da hipertensão venosa dos membros inferiores, possibilitando a maior adesão do paciente e a redução do risco de recidiva de úlcera varicosa. ¹
  4. O conhecimento da patogenia das úlceras varicosas tem permitido o desenvolvimento de novas modalidades de tratamento. Ainda se mantém, porém, o desafio de impedir sua recidiva. Alguns autores afirmam que a maioria das recidivas ocorre dentro dos primeiros 3 meses após a cicatrização da lesão. No presente estudo, 80,6% dos pacientes apresentaram recidiva no mesmo período. Cinco pacientes apresentaram recidiva no período de 30 dias, possivelmente pela não adoção de cuidados preventivos para evitar a ocorrência do edema e, consequentemente, a recidiva. ¹

Medidas para evitar a recidiva e a importância da compressão

Os dados citados comprovam tanto a importância da compressão para garantir o retorno venoso quanto a necessidade de educar o paciente para o autocuidado, orientando-o para que ele possa seguir corretamente as instruções médicas sobre as medidas de prevenção para evitar o reaparecimento das úlceras.

Essa educação para o autocuidado deve ser conduzida tanto para o paciente, quanto para os familiares, desmistificando a Insuficiência Venosa Crônica (IVC), os fatores de risco para o surgimento das úlceras, a importância da compressão e as outras medidas de prevenção, explicitando também os riscos de não seguir as condutas preventivas, ação que pode ter como consequência o agravo da doença e o retorno das lesões.

Comprovando essa premissa, diversos estudos conduzidos por especialistas ao longo dos anos, comparando grupos de pacientes devidamente orientados com pacientes que tinham poucas informações sobre a doença, comprovam que o conhecimento da enfermidade e a orientação para o autocuidado tem um impacto positivo, contribuindo com a diminuição da recorrência das úlceras venosas. ²

Portanto, para que seja possível preservar a saúde do paciente a capacitação é essencial, pois ela ajuda a garantir o entendimento dos processos que levam à reabertura das feridas e a adesão ao autocuidado, imprescindível para a prevenção da recidiva .

Além disso, devemos destacar também a compressão terapêutica, o “padrão ouro” para a cicatrização e prevenção da recorrência da úlcera venosa, uma intervenção que, quando usada corretamente, melhora significativamente as taxas de cura em pacientes com lesões e colabora com a diminuição da possibilidade de recidiva.

Sendo a compressão uma das medidas mais antigas e amplamente aplicadas durante o tratamento de úlceras venosas, estudos também comprovam a eficácia dessa terapia que, quando usada em conjunto com outros agentes como meia de compressão, creme hidratante, elevação das pernas, atividade física e repouso, apresenta excelentes resultados.²

Contudo, apesar dos benefícios é preciso ter cuidado com a aplicação, pois o desconhecimento, indicação da compressão inadequada (seja excesso ou falta de compressão) e negligência sobre as contraindicações podem ter graves consequências para o paciente. Por isso, o conhecimento da técnica e a disponibilidade de soluções de alta qualidade também devem ser prioridade na aplicação da compressão terapêutica. ²

Sendo assim, para garantir todas as vantagens da compressão você pode contar com a Júpiter Distribuidora. Em nosso catálogo temos a excelente solução Setopress, uma bandagem que possibilita dois níveis diferentes de compressão (30mmHg e 40mmHg), sendo ideal para tratar condições que requerem compressão graduada nos membros inferiores, fornecendo alta compressão de forma eficaz e sendo suave o suficiente para ser usada com sapatos e incentivar a mobilidade, diminuindo as dificuldades de adesão ao tratamento por pacientes pouco acostumados com a compressão.

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Referências

Prevenção de recidiva de úlcera varicosa: um estudo de coorte – ACTA Paulista de Enfermagem, publicado em 2016¹

Medidas não invasivas de prevenção da recidiva de úlcera venosa: revisão integrativa, publicado em 2019²


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